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5 dicas para engajar os alunos na aula de Matemática

Sabemos que uma grande parcela dos alunos tem dificuldade de aprender Matemática. Muito pelo seu conteúdo complexo e, por vezes, maçante. O que torna a aula de Matemática de difícil assimilação. Diante dessa situação, como ensinar e, ao mesmo tempo, engajar os alunos? 

A verdade é que muitos deles, talvez pelo pânico que a matéria costuma causar, não seguirão profissões ligadas à área de exatas. Mas isso não quer dizer que capacidades como, leitura, interpretação, concentração e raciocínio lógico, desenvolvidas através das aulas de Matemática, devam ser dispensadas. Elas serão úteis para diversas situações da vida adulta. 

Porém, sabemos que prender a atenção de toda a turma não é tarefa fácil. No fim do dia, o professor está cansado e desmotivado. Passar o conteúdo no quadro e, simplesmente, explicar fórmulas não são suficientes para despertar o interesse da garotada.

Os fatores que contribuem para a manutenção das aulas no formato tradicional são a sobrecarga de trabalho dos professores com atividades extracurriculares, rigidez das instituições de ensino para a inovação, falta de habilidade com os alunos e o medo de desafios.

Além disso, há a falta de recursos, na rede pública, para bancar mudanças significativas.

Levando em consideração todos esses limitadores, como tornar as aulas de Matemática mais atrativas? Haja criatividade, concorda? Por isso, separamos algumas ideias para ajudar você nesse desafio.

Como engajar os alunos na aula de Matemática?

Além de criatividade, o apoio da direção e de outros professores são fundamentais para que novas soluções deem certo.

Procure, sempre que possível, relacionar os conteúdos à realidade dos alunos. Assim, o entendimento acontecerá de forma fluida. 

Da mesma forma, tente não sobrecarregá-los de informação. Uma dica é planejar aulas que envolvam menos fórmulas e mais situações problema. Lembre-se que é importante focar no desenvolvimento, conforme consta na BNCC, de capacidades dos alunos, como senso crítico e raciocínio lógico. 

Para facilitar a aplicação das ideias a seguir, desenvolva pequenos projetos durante as aulas. Sempre associando o conteúdo à vivência dos alunos e trazendo ludicidade às atividades.

1- Promova aulas que façam os alunos se movimentarem

Vamos combinar, ninguém gosta de ficar o dia todo sentado em uma cadeira, escutando alguém falar, concorda? Para fugir da monotonia da aulas, proponha atividades que façam os alunos se movimentarem. Algumas ideias são:

  • Utilizar o chão como recurso para explicar geometria (essa atividade pode ser feita, inclusive, fora da sala de aula);
  • Resolver um Sudoku de forma coletiva;
  • Construir figuras geométricas grandes e sólidas;
  • Lançar foguetes de garrafa pet ao ar livre.

Você pode, inclusive, trabalhar a interdisciplinaridade através dessas aulas. Sugira uma parceria com professores, por exemplo, de física, química ou geografia.

Além dessas atividades despertarem maior interesse dos alunos pelas aulas, perceba que todas elas trabalham capacidades como, raciocínio lógico, concentração, interpretação e interação com os demais colegas. 

2- Falta de recursos? Faça mais com menos

Um dos fatores que, muitas vezes, impedem os professores de inovar é a falta de recursos. Porém, se existir criatividade, muita coisa pode ser feita com o mínimo de investimento. 

Seguindo com os exemplos do tópico anterior, você pode:

  • Utilizar giz e um cabo de vassoura para fazer representações geométricas no chão;
  • Baixar um Sudoku na internet de forma gratuita e transcrevê-lo no quadro;
  • Utilizar materiais recicláveis para construir as figuras geométricas grandes e sólidas e os foguetes que serão lançados ao ar livre.

Viu como, com poucos recursos, é possível criar aulas mais dinâmicas e interessantes?

3- Crie contextos de aprendizagem com jogos digitais

A maioria dos alunos adora jogar para se distrair. Por que não, aproveitar todo o envolvimento que eles têm com esse tipo de passatempo e inseri-los em um contexto de aprendizagem?

Lembre-se que, nesse caso, os jogos não devem servir, apenas, de distração. Eles precisam ser planejados para que os objetivos de ensino e aprendizagem sejam alcançados.

O interessante dos jogos digitais é que eles são desafiadores e, de uma forma prática e lúdica, contribuem no desenvolvimento do raciocínio lógico e na resolução de problemas.

Além disso, promovem um espaço de experimentação e cooperação entre os alunos, fazendo com que se unam em prol de uma meta e vivenciem seus erros e acertos na prática.

Se ficou interessado, aqui vai alguns jogos para você utilizar em suas aulas:

  • O Jogos: portal com inúmeros jogos de Matemática voltados à resolução de problemas;
  • Racha Cuca: portal com vários desafios matemáticos, como Sudoku e Aritmética com Cartas. Possui várias opções para desenvolver a lógica da criançada;
  • Nova Escola: reúne algumas opções de jogos matemáticos gratuitos e que podem ser baixados; 
  • Scratch: software de fácil utilização, voltado à criação de jogos com linguagem de programação gráfica. 

4- Trabalhe com construção e projeção de gráficos

Trabalhar com gráficos pode ser interessante para desenvolver a leitura, interpretação, concentração e o raciocínio lógico dos alunos de uma forma diferente do habitual.

Ao coletarem e manipularem diversos dados em uma tabela ou em um banco de dados, terão que organizá-los em categorias e, ao projetá-los em gráficos, deverão produzir informações apresentáveis e relevantes.

Para isso, você pode utilizar editores de planilhas eletrônicas. O mais conhecido é o Excel, porém ele é pago. Nesse caso, utilize o Google Planilhas ou o LibreOffice, eles são gratuitos e são tão fáceis de usar quanto o software da Microsoft.

Peça, por exemplo, para que coletem a idade e o local de nascimento de todos os alunos da turma. Com esses dados em mãos, os instrua a criarem um gráfico para cada informação e apresentarem o número de pessoas para cada faixa de idade e, também, para cada local de nascimento.  

5- Utilize a metodologia de resolução de problemas

O fluxo da aula de Matemática é invertido através da metodologia de resolução de problemas. Antes de o professor ensinar o conceito, os alunos têm acesso ao problema, levantam hipóteses para resolvê-lo e experimentam diferentes soluções. Ou seja, o estudante passa a ser central na construção do seu aprendizado.

Ao contrário do que normalmente é feito, em que a avaliação é focada apenas no resultado, com essa metodologia, o professor avaliará os caminhos percorridos pelos alunos para solucionar o problema.

Desta forma, eles serão envolvidos em um ambiente de investigação, desconstruirão a ideia de que precisam sempre acertar e se sentirão desafiados. Sim, os alunos também podem errar, pois é natural e faz parte do processo de aprendizado.

Porém, como em qualquer outra atividade, tenha em mente que é preciso planejar para que a problematização proposta esteja alinhada com o conteúdo em questão.

Para facilitar o planejamento das aulas, utilizando a metodologia de resolução de problemas, acesse o portal da Nova Escola e encontre inúmeros planos de aula de Matemática com atividades prontas para serem aplicadas com a sua turma.

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E então? Pronto para aplicar essas ideias na sua aula de Matemática? Ou, se já utiliza algumas delas, consegue engajar os alunos como gostaria e, ao mesmo tempo, adquirir resultados positivos no aprendizado? Conta para nós a sua experiência, será um prazer ouvi-lo!

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    Portabilis Tecnologia

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