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5 ferramentas tecnológicas para usar na Vigilância Socioassistencial

Infográfico agenda 2030 da ONUPowered by Rock Convert

A Vigilância Socioassistencial é uma importante ferramenta de gestão e uma das três funções dentro da política de Assistência Social, junto com a Proteção Social e a Defesa de Direitos.

Prevista na lei 8.742 de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS) e consolidada pela lei 12.435 de 2011, se mostra fundamental na efetividade da política socioassistencial.

Através do planejamento, monitoramento e avaliação dos serviços, programas, projetos e benefícios, forma a base para o processo de superação das situações de risco e vulnerabilidade enfrentadas pelos usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Trabalha na produção e análise de dados socioterritoriais. Com base nesses indicadores, gere a Assistência Social com base em evidências. Atendendo assim, os padrões de qualidade descritos na Política Nacional de Assistência Social (PNAS).

Diante da importância da Vigilância Socioassistencial e de sua responsabilidade em lidar com dados estratégicos, a tecnologia se mostra uma ferramenta básica de seu trabalho. 

Entenda o porquê logo abaixo.

Por que a tecnologia é importante para a Vigilância Socioassistencial?

A tecnologia apoia o trabalho da Vigilância Socioassistencial, torna-o dinâmico e inteligente. Por meio do registro de dados e a análise de indicadores, é possível agir com precisão, deixando de lado os achismos.

A partir do momento que são utilizadas as ferramentas adequadas, o registro das ações ocorre de maneira fidedigna e há uso de dados confiáveis, as informações são disponibilizadas à Sociedade Civil de maneira mais clara e transparente.  

Agir com previsibilidade é o suprassumo para os trabalhadores do SUAS. Planejar ações para impedir que problemas sociais ocorram é possível com a utilização de indicadores gerados por recursos tecnológicos.

Informações importantes podem passar batidas quando a gestão é feita por meio de papéis, de forma manual. Diante de um arsenal de formulários impressos, o acesso e construção de análises são penosos, de difícil estruturação.

As ideias de melhorias surgem com maior facilidade ao utilizar dados gerados por ferramentas tecnológicas. Os números, quando transformados, viram indicadores sociais, retirando a subjetividade da política, criando significado.

Dicas de ferramentas tecnológicas

1- Mapa Estratégico para Políticas de Cidadania (MOPS)

A Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI) disponibiliza, gratuitamente, ferramentas baseadas em dados. No portal, é possível fazer download das bases, acessar indicadores, painéis de monitoramento e informações diversas sobre as políticas da Assistência Social.

O MOPS mostra, através de um mapa, a disponibilidade de serviços, equipamentos públicos e programas sociais por município, microrregião e estado. O que pode gerar ideias sobre a ampliação dos serviços e o desenvolvimento de estratégias para o enfrentamento de situações de risco e vulnerabilidade nos territórios. 

Traz um olhar multissetorial, sendo um aliado no desenvolvimento do Diagnóstico Socioterritorial.

2- Portal Censo SUAS

Ferramenta, também, da SAGI. Reúne dados do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Centro POP, Centro de Convivência, Gestão Municipal e Estadual, Conselho Municipal e Estadual e Unidades de Acolhimento.

No portal, são disponibilizados links para fazer o download desses dados e do Registro Mensal de Atendimentos (RMA). Com as bases em mãos, você e sua equipe podem produzir análises, utilizando planilhas eletrônicas como, LibreOffice Calc ou Google Planilhas.

Gestão dos serviços, planejamento da política e formação dos trabalhadores são exemplos de avaliações a serem elaboradas a partir desses dados.

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3- Planilhas eletrônicas

Muitos conhecem o Excel. Mas, nem todos sabem que o Google oferece um sistema com a mesma finalidade, porém, gratuito. Chama-se Google Planilhas.

Há, também, o LibreOffice Calc, da mesma forma, gratuito. Porém, diferente do Google Planilhas, é preciso instalar o software em seu computador ou notebook para utilizá-lo.

Gerenciar os dados em planilhas eletrônicas não é a forma mais indicada. Mas, pode ser um começo.

Você pode tabular as informações que tem, do papel para uma planilha eletrônica. Assim, consegue criar indicadores e gráficos para facilitar o planejamento e as tomadas de decisão.

É importante que saiba que planilhas eletrônicas possuem limites de registro de dados e ficam pesadas a cada sobrecarga de informação. Além disso, pode ser trabalhoso criar do zero cada formulário para adaptar a sua necessidade.

4- Evasão Zero

Para analisar as vulnerabilidades sociais, é preciso um olhar multidimensional. Educação, nível socioeconômico e grau de exposição dos indivíduos a fatores de risco, são exemplos de como diversos aspectos influenciam na capacidade de resposta dos sujeitos.

O Evasão Zero apresenta indicadores com o objetivo de prever a evasão escolar com base nas vulnerabilidades sociais e agir, evitando que as crianças e adolescentes abandonem as escolas.

Ao cruzar dados de infrequência, abandono, evasão escolar e vulnerabilidades, traz um índice, chamado de IEV (Índice de Evasão Escolar Social). Por meio da informação, é possível identificar quais as vulnerabilidades que mais influenciam na impermanência dos alunos na escola. Além de apresentar um panorama socioterritorial do problema.

5- Portabilis SAS

O Portabilis SAS é um software on-line. Proporciona a integração com sistemas da SAGI e entre os equipamentos públicos.

Através da ferramenta, são feitos agendamentos e atendimento aos usuários. Encaminhamentos, contrarreferência, inclusão nos serviços, planos de metas, atividades em grupo e benefícios eventuais também são registrados no software.

Você pode fazer consulta e emissão do RMA. Sem contar que, os indicadores e gráficos são emitidos em tempo real.

A territorialidade pode ser analisada por meio de um diagnóstico socioterritorial através de mapas. Com esse estudo, a equipe da Vigilância Socioassistencial mapeia famílias que estão em situação de vulnerabilidade, bem como a distribuição dos equipamentos.

Assim, é possível avaliar demandas reprimidas e criar estratégias para a extensão dos serviços, criação de novos equipamentos e contratação de profissionais.

 

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E então? Você e sua equipe usam alguma das ferramentas que foi indicada aqui? Caso não utilizem, o que impede de implantarem recursos importantes como esses? Conta para nós, será um prazer ouvi-lo!

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A startup de tecnologia que ajuda os governos municipais a superarem a falta de informação através de soluções inteligentes, para aumentar o impacto das políticas públicas de educação e assistência social, focando em transformações sociais e a garantia do acesso de todos os brasileiros aos seus direitos.