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7 livros de alfabetização e letramento que todo professor deveria ler

Alfabetizar e letrar é desafiante, tanto para o professor, quanto para o aluno. Aprender um sistema de representação dos sons da fala em grafia, é complexo e abstrato. Por isso, é importante que as práticas sejam alicerçadas em boas referências pedagógicas, como nos livros de alfabetização e letramento.

Mas antes de mais nada, é preciso esclarecer a diferença entre esses termos, pois é comum que haja confusão em suas definições.

A alfabetização é o meio pelo qual as crianças aprendem a transformar os sons da fala (fonemas) em letras (grafemas). Já o letramento é quando os alunos passam a produzir, ler e compreender textos, mesmo que pequenos e sem grande complexidade. 

É na união entre alfabetização e letramento que a criança aprende a língua escrita, adquire consciência fonológica e desenvolve sua psique. Como consequência, começa a se inserir social e culturalmente no mundo.

Lembrando que a alfabetização e o letramento ocorrem por meio de ciclos que acabam, somente, nos anos finais do Ensino Fundamental. Portanto, o aprofundamento sobre esses temas não deve ser exclusivo para professores de Educação Infantil ou de séries iniciais do Ensino Fundamental, concorda?

Dito isto, vamos aos melhores livros sobre o tema e que deveriam estar na cabeceira da cama de todo professor.

Dicas de livros de alfabetização e letramento

1- Alfabetização e letramento

Este livro, de Magda Soares, é o mais vendido na categoria de alfabetização da Amazon. A autora é doutora em Educação, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pesquisadora na mesma instituição de ensino.

Na obra, Magda Soares, uma das maiores especialistas em alfabetização do Brasil, traz provocações sobre a triste realidade do analfabetismo no País, fala sobre o baixo desempenho escolar dos alunos nas séries iniciais do Ensino Fundamental e as causas do fracasso desse processo nas escolas públicas.

A autora também traz à tona questões como, responsabilidades dos professores, das escolas e da própria sociedade no desenvolvimento intelectual das crianças e adolescentes.

Com uma linguagem clara e didática, o livro propõe uma união entre teoria e prática, além de trazer profundas reflexões sobre os rumos da educação brasileira.

 

2- Alfabetização: a questão dos métodos

Mais uma obra da professora e doutora Magda Soares, agora, falando de forma mais técnica do que o livro Alfabetização e letramento, citado anteriormente.

Através de uma escrita simples e clara, a autora fala sobre os métodos utilizados na alfabetização ao longo do tempo. Além disso, discorre sobre como fazer com que as crianças verdadeiramente aprendam, ou seja, o professor precisa, primeiro, compreender o caminho que a criança percorre no aprendizado para, depois, orientar seu método de ensino.

Na obra, Magda Soares traz, também, reflexões sobre a insistência na utilização de técnicas que não funcionam e o quanto é importante resolver essas questões para que haja, de fato, um ensino de qualidade.

Essa é, definitivamente, uma leitura obrigatória e imperdível para todo o professor que trabalha com alfabetização.

 

3- Consciência fonológica em crianças pequenas

Propõe uma nova forma, já consagrada no exterior, de ensino da leitura e escrita, com atividades simples, práticas e adaptadas à realidade do País.

O livro, escrito por Marilyn Jager Adams, Barbara R. Foorman, Ingvar Lundberg, Terri Beeler e adaptado à língua portuguesa por Regina Ritter Lamprecht e Adriana Corrêa Costa, já vendeu quase 200 mil cópias fora do Brasil e é um dos mais completos quando o assunto é consciência fonológica.

A obra, desenvolvida por doutores e professores da área de Psicologia do Desenvolvimento e, também, por pesquisadores e consultores em desenvolvimento inicial da alfabetização, 

é um verdadeiro manual que pode ser colocado em prática a qualquer momento na sala de aula.

 

4- Psicogênese da língua escrita

A obra Psicogênese da língua escrita trata-se de um clássico escrito no final dos anos 70 pelas argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky.

Emilia Ferreiro, psicóloga e pedagoga, desenvolveu seu doutorado sob a orientação de Jean Piaget. Já Ana Teberosky é uma das pesquisadoras mais respeitadas quando falamos em alfabetização.

O livro fala sobre como a criança cria hipóteses a respeito do sistema de escrita antes mesmo de aprender o sistema alfabético. Ao compreender esses caminhos, o processo de ensino e, em consequência o aprendizado, é facilitado ao professor e ao aluno. 

Somando a teoria de Piaget à psicolinguística, essa obra tornou-se um marco na história da alfabetização do Brasil e do mundo.

 

5- Letramento: um tema em três gêneros

Como deixar de fora mais um clássico de Magda Soares, uma das maiores especialistas em alfabetização do Brasil?

A autora fala sobre letramento, utilizando, como base, três textos diferentes destinados a três tipos de leitores distintos. Tudo isso para trazer à tona uma análise de diversas práticas de produção de texto e de leitura.  

A leitura da obra Letramento: um tema em três gêneros é indispensável para qualquer professor. Ela é solicitada, inclusive, em vários concursos públicos e em cursos de formação.

 

6- Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário

Esta obra, escrita pela educadora argentina Delia Lerner e traduzida por Ernani Rosa, doutora em Psicologia da Aprendizagem, discorre sobre as constantes mudanças necessárias nas práticas docentes e o que é preciso fazer para que elas ocorram de fato.

De uma escrita objetiva e clara, também traz à tona as dificuldades que os professores se deparam com a prática do letramento no seu dia a dia. 

 

7- Reflexões sobre alfabetização

Mais um livro de autoria da argentina Emilia Ferreiro, esse é um clássico que deve fazer parte da estante de qualquer professor. É, também, leitura fundamental para prestar concursos públicos para docente da Educação Infantil e de séries iniciais do Ensino Fundamental.

Com uma linguagem clara, a autora faz uma inversão no foco de sua pesquisa, voltando o olhar para o que se aprende, em detrimento de como se ensina. Defendendo a ideia de que a alfabetização não se trata de um processo mecânico, mas uma construção complexa e abstrata por parte da criança e que deve ser respeitada e entendida.

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E então? Gostou das dicas de livros de alfabetização e letramento? Já leu algum deles? O que achou? Conta para nós a sua experiência, será um prazer ouvi-lo!

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