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Como facilitar o Registro Mensal de Atendimentos (RMA) do CRAS?

Infográfico agenda 2030 da ONU

O RMA (Registro Mensal de Atendimentos), muito além de ser uma tarefa burocrática, é fundamental para embasar o trabalho social desenvolvido com as famílias no CRAS.

Com o objetivo de apoiar o planejamento do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) nos municípios e trazer informações ricas acerca dos usuários, suas famílias, territórios onde vivem, principais demandas, dentre outros indicadores, o RMA contribui, da mesma forma, para a organização desse emaranhado de dados que as equipes de referência têm que lidar todos os dias.

Nos municípios que possuem Vigilância Socioassistencial, o Registro Mensal e a análise de seus dados são de responsabilidade da área gestora. Porém, onde não há essa estrutura, o próprio CRAS deve coletar e analisar os dados.

Acontece que, em diversos CRAS e Vigilâncias Socioassistenciais espalhados Brasil afora, o RMA ainda é feito de forma manual. Ou seja, os dados são coletados nos formulários impressos utilizados nos atendimentos, somados e repassados para o sistema.

Além de ser uma tarefa trabalhosa e demandar muito tempo dos técnicos, está sujeita à falhas. Muitas das informações exigidas não são encontradas, alguns formulários se perdem e, no final das contas, a equipe tem, em mãos, informações incoerentes com a realidade do CRAS.

Para que a finalidade do RMA seja alcançada e resulte em melhorias nos serviços ofertados pelo equipamento, é preciso encará-lo como uma ferramenta de trabalho que subsidia as decisões e a organização do CRAS e não, meramente, um repassador de dados para o Governo Federal.

Portanto, um dos pontos-chave para tornar o uso do RMA estratégico é, em primeiro lugar, torná-lo automático e seus dados disponíveis para que possam ser analisados a qualquer momento. Além, é claro, de a equipe de referência e de gestão criarem momentos para, juntos, interpretarem e utilizarem esses dados a favor do desenvolvimento contínuo dos serviços ofertados pelo CRAS.

Falaremos com maiores detalhes sobre esse tema mais adiante. Antes, é importante que você entenda como o RMA está estruturado e os principais pontos de atenção para que os dados não sejam enviados de forma distorcida e, em consequência, sejam mal interpretados.

Como o RMA do CRAS está estruturado?

Com o intuito de padronizar a coleta e o envio de dados do CRAS, a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) estabeleceu critérios e estruturou o RMA através da Resolução nº 4, de 24/05/2011, alterada dois anos depois pela Resolução nº 20, de 13/12/ 2013.

O RMA do CRAS está dividido em três blocos conforme você verá logo abaixo. Cada linha dessas tabelas precisa ser contabilizada, mês a mês, pelos técnicos dos equipamentos que ainda não possuem a automatização desse processo.

Caso a contagem seja feita de forma manual no CRAS ou na Vigilância, alguns campos precisarão de um cuidado redobrado. É sobre isso que falaremos a seguir.

Bloco 1: Famílias em acompanhamento pelo PAIF

Campo A.1. (Total de famílias em acompanhamento pelo PAIF): as famílias que deixaram de ser acompanhadas, no mês de referência, devem ser retiradas da contagem apenas no mês seguinte. Como o RMA não disponibiliza um campo específico para esse tipo de registro, um controle deve ser feito à parte pela equipe. 

Campo B. (Perfil das novas famílias inseridas em acompanhamento no PAIF no mês de referência): caso surjam perfis de famílias diferentes dos que estão listados abaixo do campo B, a equipe precisa anotar em um controle à parte também. Lembrando que, se a família não se encaixar em outro campo do grupo B, não deverá ser contabilizada no RMA.

Bloco 2: Atendimentos particularizados realizados no CRAS

Campo C.1. (Total de atendimentos particularizados realizados no mês de referência): a soma dos atendimentos particularizados precisa ser informada exatamente como ocorreu no mês de referência. As visitas domiciliares devem ser contabilizadas nesse campo também. Além disso, quando o atendimento for realizado por mais de um técnico ao mesmo tempo, conta-se um registro. Porém, caso o mesmo usuário seja atendido separadamente por esses profissionais, cada atendimento deve ser somado.

Bloco 3: Atendimentos coletivos realizados no CRAS

Campo D.1. (Famílias participando regularmente de grupos no âmbito do PAIF): se a mesma família participar de várias atividades de grupos, ela deve ser contabilizada apenas uma vez nesse campo.

Campo D.7. (Pessoas com deficiência, participando dos Serviços de Convivência ou dos grupos do PAIF): as pessoas contabilizadas neste campo, caso se encaixem nos quesitos solicitados, também devem ser somadas nos demais campos do grupo D.

Mas, afinal, como facilitar o RMA do CRAS?

Diante de tanto trabalho e inúmeras regras para se atentar no preenchimento do RMA, como tornar essa atividade ágil e menos sujeita a erros?

A tecnologia nasceu para facilitar nossas vidas. Com ela, é possível automatizar várias tarefas do dia a dia, como no caso do RMA.

Através do Portabilis SAS, um software totalmente on-line, é possível realizar atendimento aos usuários, encaminhamentos, contrarreferência, inclusão nos serviços, atividades em grupo, benefícios eventuais, dentre outras funções. Por isso, todas as informações para envio, ao Governo Federal, são disponibilizadas em um clique através de um relatório que contém todos os campos capturados no sistema de forma automática.

Assim, a equipe pode ser liberada para trabalhar de maneira mais estratégica e menos operacional. Incrível, não é mesmo?

Para facilitar o entendimento, vamos a alguns exemplos de automatização do RMA do CRAS através do Portabilis SAS:

  • Bloco 1 -> B (Perfil das novas famílias inseridas em acompanhamentos no PAIF no mês de referência) -> B.1. (Família em situação de extrema pobreza):

Esse campo será contabilizado com as famílias que foram inseridas em acompanhamento no PAIF, no sistema, durante o mês em questão e que estejam registradas como “Situação de extrema pobreza” no cadastro de tipos de vulnerabilidade familiar. Veja abaixo:

Portabilis SAS – Cadastro de tipo de vulnerabilidade familiar

Bloco 2 -> C (Volume de atendimentos particularizados realizados no CRAS no mês de referência) -> C.7. (Total de auxílios-natalidade concedidos/entregues durante o mês de referência):

Esse campo será contabilizado com os benefícios concedidos no mês em questão, quando, no cadastro do atendimento particularizado do sistema, o tipo do benefício estiver configurado como “Auxílio natalidade”. Veja abaixo:

Portabilis SAS – Cadastro de tipo de benefício

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E então? Gostou de saber que é possível automatizar o RMA do CRAS e liberar seu tempo para atividades mais estratégicas? Quanto tempo costuma gastar com esse tipo de tarefa no seu dia a dia? Conta para nós, será um prazer ouvi-lo!
Se ficou interessado na solução Portabilis SAS, entre em contato com a gente, que esclareceremos todas as suas dúvidas

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