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Oficinas socioeducativas: sugestões e recursos gratuitos

Infográfico agenda 2030 da ONU

As oficinas socioeducativas são momentos que combinam ludicidade e aprendizagem e podem ser atividades recorrentes ou sazonais em escolas, centros de assistência social ou organizações sociais e culturais.

A finalidade varia conforme o objetivo da proposta: ser um momento descontraído, que traga atividades diferentes das que são realizadas comumente no ambiente; informativo, para transmitir conhecimentos sobre determinado tema e ensinar habilidades; integrador, que favoreça a interação entre participantes e a criação de vínculos. 

Práticas artísticas, atividades físicas e ações que envolvam a natureza ou meios digitais podem ser adaptadas para dialogar com a proposta definida pela instituição. E, para ajudar com a parte prática, elaboramos uma lista com sugestões de oficinas socioeducativas e os caminhos para encontrar recursos gratuitos. Confira! 

Planejamento de oficinas socioeducativas

Em cada instituição há normas e recomendações de conduta específicas, portanto, a primeira etapa é compreender quais são as diretrizes para elaborar as atividades.

As oficinas realizadas nos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), por exemplo, só podem ser realizadas pela equipe técnica do local. Isso significa que profissionais convidadas(os) não devem assumir a condução das práticas, ainda que sejam agentes facilitadores para a abordagem. 

As oficinas socioeducativas ofertadas pelo CRAS estimulam o fortalecimento dos laços comunitários.

De forma geral, o planejamento das oficinas socioeducativas deve incluir informações, como:

  • Escolha do tema e objetivos;
  • Definição da faixa-etária recomendada (se for um marcador necessário)
  • Responsáveis pela ação;
  • Meios de divulgação e convites para o público-alvo da ação;
  • Indicação de espaço físico (aberto ou fechado);
  • Materiais para atividades (itens de papelaria, computadores, etc); 
  • Indicadores para avaliação. 

 

Há propostas que agrupam o público atendido por características dos indivíduos ou grupos familiares, sem considerar a idade. Porém, nos casos em que a faixa-etária é determinante, recomenda-se a seguinte divisão: crianças (6 a 12 anos), adolescentes (12 a 15 anos), adolescentes (15 a 18 anos), jovens (18 a 29 anos), adultos (30 a 59 anos) e pessoas idosas (+59 anos).

Imagem vista de cima mostra as mãos de crianças uma sobre as outras.

As oficinas podem ser divididas por faixa-etária ou características dos indivíduos/grupos.

Sugestões de oficinas socioeducativas 

Os temas para oficinas socioeducativas podem ser ligados à práticas artísticas (pintura, fotografia, musicalização, escultura), atividades físicas (expressão corporal, esportes, capoeira, jogos cooperativos), trabalhos manuais (jardinagem, culinária, costura, artesanato) e tecnologias (informática, programação, acessos à internet e mídias sociais), entre outros. 

Confira, abaixo, nossas indicações de oficinas para realizar no CRAS — que devem dialogar com objetivos do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família — e em organizações sociais diversas. 

Oficinas para CRAS

As oficinas do CRAS são ofertadas para indivíduos e/ou famílias e tem como objetivo fortalecer os vínculos familiares e comunitários, o acesso a direitos e estimular a participação social. 

A recomendação é escolher apenas um dos objetivos da política de assistência social para trabalhar por vez. Desse modo, o foco da oficina pode ser estimular a participação social e a tomada de decisão, desenvolver projetos coletivos, promover a autonomia da família no território ou outros.

Duas mulheres interagem em uma sala de reuniões.

A oferta de oficinas socioeducativas devem ir ao encontro das necessidades das pessoas usuárias dos centros de referência.

A recomendação do caderno de Orientações Técnicas sobre o PAIF é que as oficinas tenham entre 7 e 15 participantes e duração de, aproximadamente, uma hora. A publicação traz inúmeros temas que podem ser trabalhados, além de dicas de organização e avaliação das oficinas. Destacamos duas delas:

Oficina de acesso aos direitos

Envolve a apresentação aos programas e serviços de transferência de renda, alimentação saudável, documentação civil básica e direitos de crianças e adolescentes, das mulheres, pessoas idosas e pessoas com deficiência e etc. 

Como fazer a oficina: com auxílio de um mapa ou diagrama, apresente todos os serviços, programas e projetos ativos na cidade, para que as pessoas visualizem a rede completa de proteção social disponível.

Oficina de desafios em família

Inclui oficinas sobre direitos das famílias, gravidez na adolescência, mitos sobre a sexualidade e a transmissão de doenças, importância da inclusão social, construção dos vínculos protetivos, resolução de conflitos intergeracionais, entre outros.

Como fazer a oficina: como são tópicos sensíveis, contextualize os temas utilizando filmes, reportagens e músicas que retratem um problema enfrentado na vivência em família para facilitar a abordagem. 

Leia também: neste artigo explicamos quais são os objetivos do PAIF e SCFV e como organizar oficinas por idade. 

A imagem mostra bonequinhos de papel simulando homens e mulheres. Há mãos no entorno dos bonequinhos, simulando amparo.

Os desafios da vida em família são tópicos importantes para trabalhar em oficinas executadas pela equipe de Assistência Social dos municípios.

Oficinas socioeducativas em organizações sociais

Para organizações sociais que atuam com práticas cidadãs, listamos algumas propostas de atividades que podem ser adaptadas para diferentes idades e são fáceis de executar, mesmo com recursos limitados.

Jogos e brincadeiras 

Identifique junto quais são as brincadeiras favoritas do grupo atendido na oficina e estimule o compartilhamento de referências sobre esse tema: quais são as mais conhecidas, com quem aprenderam e etc.

Para variar o repertório, acesse o site do programa Território do Brincar. Há um repositório de textos, imagens e vídeos sobre brincadeiras e brinquedos de diferentes regiões do Brasil, como amarelinha de dias da semana, figuras de barbante, boizinho de pau santo, peteca de palha de bananeira, entre outras.

Atividades ao ar livre 

As oficinas socioeducativas ao ar livre podem dinamizar a relação dos(as) participantes com o território e estimular um novo olhar para um espaço que já é conhecido. Já pensou em propor aulas de pintura no jardim? Ou transformar os canteiros do jardim do centro ou instituição?

O programa Criança e Natureza oferece uma série de ferramentas gratuitas para atividades ao ar livre. São várias opções disponíveis para download, mas destacamos duas delas:

  • 80 ideias para fazer lá fora, que contém um checklist com propostas de conexão com a natureza, desafios e brincadeiras;
  • Kit médico para receitar natureza, que apresenta sugestões para que crianças e adolescentes se aproximem da natureza em suas rotinas.

Promover oficinas artísticas ao ar livre estimula a integração com o espaço. Imagem: Canva.

Exibição de filmes 

Os filmes são recursos importantes para trabalhar temas mais complexos ou sensíveis. O primeiro passo é atentar-se à classificação indicativa, que deve ser coerente com a idade dos(as) participantes da oficina. 

Estude o filme antes de exibi-lo e crie um roteiro para estimular o debate, destacando cenas importantes e situações que se aproximem da realidade do grupo. Pergunte quais cenas chamaram atenção, o que gostaram, o que não gostaram e qual a opinião sobre os personagens que se destacaram. 

Plataformas gratuitas de exibição de filmes:

Videocamp: é uma plataforma online que reúne filmes com potencial de impacto que podem ser exibidos de forma gratuita. Para isso, é preciso fazer o cadastro no site, agendar uma sessão que agrupe, no mínimo, 5 pessoas e, posteriormente, informar o alcance da ação. 


Ecofalante Play: plataforma gratuita com mais de 100 filmes disponíveis para exibição em instituições de ensino mediante cadastro. O acervo conta com produções audiovisuais sobre emergência climática, consumo, saúde, entre outros.

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