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PAIF e SCFV: 7 ideias de atividades e oficinas

Infográfico agenda 2030 da ONUPowered by Rock Convert

O Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) são os principais serviços ofertados pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).

Algumas atividades e oficinas são produzidas periodicamente para complementar o trabalho social realizado com as famílias por meio do equipamento.

Essas ações coletivas possuem um caráter preventivo, buscando fortalecer os vínculos familiares e comunitários e desenvolvendo um processo de emancipação nos indivíduos e famílias envolvidas.

O PAIF é a porta de entrada do usuário à política de Assistência Social. É através desse serviço que há a acolhida, o atendimento individualizado e os encaminhamentos. Ações coletivas também são oferecidas pelo serviço, como oficinas destinadas a um conjunto de famílias com objetivos de curto prazo e ações com maior número de usuários, em que toda a comunidade é envolvida.

O SCFV complementa o trabalho realizado pelo PAIF e pelo Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI). É especializado em promover atividades e oficinas para fortalecer os vínculos familiares e comunitários, criando situações desafiadoras e estimulantes e orientando os usuários na reconstrução de suas histórias.

Objetivos do PAIF e SCFV

De maneira geral, o PAIF e o SCFV buscam fortalecer os vínculos de famílias em situação de risco e vulnerabilidade social. Mas, para além disso, esses serviços procuram:

  • Prevenir situações de risco social;
  • Auxiliar na superação de situações de fragilidade social;
  • Fortalecer a convivência familiar e comunitária;  
  • Assegurar o direito à convivência familiar e comunitária;
  • Prevenir a institucionalização e a segregação de pessoas vulneráveis;
  • Promover acessos a benefícios e serviços socioassistenciais;
  • Fortalecer a rede de proteção social nos territórios;  
  • Promover acesso às demais políticas públicas, como Educação e Saúde;
  • Fazer com que os usuários reconheçam seus direitos e a importância de sua participação cidadã;
  • Possibilitar acesso à cultura, esporte, lazer e manifestações artísticas;
  • Propiciar trocas de experiências intergeracionais, fortalecendo o respeito e a empatia entre todos;
  • Melhorar a qualidade de vida dos usuários;
  • Desenvolver capacidades, autonomia e protagonismo na vida dos usuários.

Organização dos grupos

Tanto as atividades quanto as oficinas são organizadas por grupos. Estes grupos são criados conforme a idade dos usuários, respeitando as necessidades dos participantes.

Para cada um deles existem diferentes temáticas a serem desenvolvidas. Atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas são as mais comuns, mas, outras possibilidades ainda podem ser trabalhadas.

A divisão das turmas normalmente ocorre da seguinte maneira:

  1. Crianças de até 6 anos
  2. Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos
  3. Adolescentes de 15 a 17 anos
  4. Jovens de 18 a 29 anos
  5. Adultos de 30 a 59 anos
  6. Pessoas idosas

Os encontros devem ocorrer com no máximo 30 participantes e a periodicidade é variável, podendo acontecer todos os dias, uma vez por semana ou quinzenalmente.

Para que as atividades ou oficinais tenham efetividade é fundamental que haja um planejamento pautado em:

  • Conhecer as especificidades dos grupos que serão trabalhados;
  • Mapear com clareza os objetivos;
  • Estabelecer os eixos orientadores (convivência social, direito de ser e participação), assim como os subeixos e os temas transversais;
  • Definir os temas e as técnicas que serão utilizadas nas atividades;
  • Estipular o tempo disponível para cada ação;
  • Definir como será feito o acompanhamento e a avaliação das ações.

Quanto ao local de oferta do serviço, pode se dar no próprio CRAS, Centros de Convivência ou em instituições inscritas no Conselho de Assistência Social e vinculadas à entidades de Assistência Social.

7 ideias de atividades e oficinas

1- Oficinas de bordado

Esse tipo de oficina pode ser oferecida para grupos de jovens, adultos e pessoas idosas. Ponto cruz, ponto russo ou até bordados com fitas podem ser ensinados. 

Por se tratar de uma atividade artesanal e mão na massa, aguça a criatividade e a autonomia, elevando a autoestima dos participantes.

Os cursos podem ser ofertados mais de uma vez por semana, para que as habilidades sejam desenvolvidas com maior facilidade, pois exigem prática.

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2- Jogos coletivos

Para trabalhar o senso de equipe e ensinar que existem momentos de vitória e de derrota, os jogos coletivos mostram-se excelentes atividades de grupo.

Futebol, voleibol e até jogos de tabuleiro podem ser promovidos para praticamente todas as idades.

3- Oficinas de música

A música une as pessoas, traz alegria e senso de pertencimento. Aprender a tocar um instrumento musical estimula o foco, o raciocínio e a persistência.

É o tipo de oficina que desperta grande interesse dos grupos e pode ser aplicada para todas as idades. Apenas diferencie as atividades abordadas para cada ciclo de vida.

4- Dança

Assim como a música, a dança desperta grande interesse da comunidade. Promove interação entre os participantes do grupo, traz, da mesma maneira, senso de pertencimento, além de estimular a coordenação motora e a memorização dos movimentos de cada dança.

Praticamente todas as idades podem ser estimuladas pela dança, mas, geralmente, a atividade é ofertada para os idosos.

5- Oficinas de produção de texto

O exercício da escrita estimula a criatividade, permite botar para fora angústias e alegrias, fazendo com que, inclusive, melhore a qualidade de vida ao externalizar os sentimentos.

O desenvolvimento das habilidades de escrita pode ser oferecido para adolescentes, jovens e adultos, contribuindo para acessarem com maior facilidade o mercado de trabalho.

6- Reprodução de filmes

Trazer filmes para gerar reflexões e debates acerca de determinado tema, permite abordar assuntos de maneira mais leve e engajante.

Todos os tipos de grupos podem ser trabalhados com essa atividade, mas, é claro, adaptando o filme ao perfil de cada idade.

7- Rodas de conversa

As rodas de conversa permitem a troca de experiências entre os participantes, além de estimular a escuta e reflexão sobre temas estrategicamente pensados para estes momentos.

Aborde assuntos conforme os interesses do grupo, com o intuito de os estimular a participarem ativamente da conversa, trazendo contribuições para todos.

 

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E então? Pronto para aplicar essas ideias de atividades e oficinas no PAIF e SCFV? Se já aplica algumas delas, como costumam ser essas experiências? Conta para nós, será um prazer ouvi-lo!

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