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Práticas pedagógicas: 11 exemplos para sala de aula

Conquistar a atenção dos alunos e aumentar o rendimento em sala de aula é o objetivo de todo professor, mas quais práticas pedagógicas adotar para alcançar esses resultados? Podemos adiantar que uma educação flexível, consciente e inovadora pode ser a chave para melhorar o processo de aprendizagem.

Isso porque o estudante do século XXI passou a ser o personagem principal na busca e construção do conhecimento, enquanto o professor assumiu o papel de mediador do ensino — e é por essa nova perspectiva que o exercício da educação deve ser orientado.

Considerando que cada aluno é único e que existem muitas maneiras de ensinar com qualidade, é preciso variedade nas práticas pedagógicas para atingir o maior número possível de jovens — por exemplo, não é viável empregar a mesma estratégia no ensino fundamental e no ensino infantil, pois são contextos diferentes.

Pensando nisso, neste post, mostraremos as melhores alternativas para auxiliar a sua escola. Acompanhe!

1. Educação digitalizada

Esse é um exemplo de proposta pedagógica que vai ao encontro dos interesses do aluno contemporâneo e das necessidades do século XXI, possibilitando, assim, uma educação voltada para o futuro.

Uma das práticas pedagógicas mais interessantes para os alunos é o professor fazer uso dos recursos que a Era Digital tem a oferecer, que é uma maneira de estimular e engajar o estudante durante a aula. Nesse sentido, o contato com a tecnologia e com a Internet pode ir além da sala de informática e começar a fazer parte da rotina escolar por meio de atividades lúdicas e criativas, como os jogos educativos, que podem ser grandes aliados da aprendizagem.

2. Empoderamento do aluno

A ideia de empoderar o aluno significa promover metodologias que o façam assumir o papel de construtor e condutor do próprio processo de aprendizagem e desenvolvimento. Isto é, ele deve ser considerado o protagonista da própria formação, logo, suas opiniões e impressões têm peso significativo para as ações da escola e para a condução de uma aula.

É importante fazer algumas mudanças na relação entre educador e educando, conferindo ao aluno uma posição mais ativa perante o sistema de ensino. Para que o empoderamento de fato ocorra, é preciso incentivo à flexibilidade e também a colaboração entre aluno e professor, demonstrando a todos que as práticas pedagógicas não precisam ser aplicadas somente pelo professor, mas sim por toda a comunidade escolar.

A sua instituição de ensino pode, por exemplo, envolver o estudante na coautoria do projeto pedagógico anual ou semestral da escola, inseri-lo em reuniões em que se discutam melhorias ou convidá-lo para participar de práticas pedagógicas e sociais além do ambiente estudantil.

3. Socialização

O constante avanço da tecnologia, que favoreceu o surgimento da Internet e das novas mídias, promoveu uma mudança social que se reflete diretamente na nossa forma de socializar. Estamos sempre conectados uns com os outros e em constante comunicação, independentemente das distâncias geográficas.

A comunicação acontece por meio de fotos, frases, vídeos, figuras, diálogos e de outras muitas maneiras. Essa é a realidade do aluno do século XXI e muitos deles simplesmente não sabem como foi o mundo antes da tecnologia e da socialização. Por essa razão, é muito difícil entenderem e aceitarem a ausência disso no ambiente escolar.

A sugestão aqui é que a instituição de ensino ofereça e valorize atividades que promovam interação, criação e colaboração entre os discentes. Afinal, a socialização é o agente construtor da nossa realidade e o posicionamento da escola quanto a esse assunto é fator determinante para o desenvolvimento cognitivo e social do aluno.

4. Conscientização

Entre as práticas pedagógicas que mais colaboram para a qualidade na educação, está o aproveitamento de datas especiais para trabalhar a conscientização de alguns temas com os estudantes. Aliás, é bastante comum encontrar escolas que desenvolvem atividades específicas no dia da água, da árvore, da Consciência Negra e outros.

bullying, por exemplo, é um assunto bastante polêmico e que vem atraindo cada vez mais a atenção das instituições de ensino, dos professores e dos alunos. A data 20 de outubro é o Dia Mundial do Combate ao Bullying e ela pode ser uma chance para que a escola aborde o tema e desenvolva medidas de conscientização e prevenção.

Todavia, para captar o interesse dos jovens, é necessário buscar por inovações que os estimulem a participar e compreender melhor as temáticas dessas mobilizações, uma vez que podem ser mais complexas e delicadas.

5. Interdisciplinaridade

Basicamente, usa-se a interdisciplinaridade na educação como uma maneira de desenvolver um processo de integração e complementação dos conteúdos de uma disciplina com outras áreas do conhecimento, mesmo que aparentemente distintas.

Essa proposta pedagógica possibilita ao aluno um aprendizado mais eficiente, pois facilita a compreensão, na prática, de um mesmo conteúdo sob perspectivas e contextos diferentes, o que torna essa uma das práticas pedagógicas mais eficientes para atuar diretamente na aprendizagem.

Para isso, as práticas pedagógicas na sua escola podem promover projetos interdisciplinares, isto é, abordar o mesmo tema durante aulas de diferentes disciplinas. Dessa forma, colabora-se para um maior entendimento da temática escolhida, favorecendo, assim, um posicionamento mais crítico e reflexivo no estudante.

6. Aprendizagem compartilhada

A aprendizagem compartilhada envolve a estimulação dos processos de ensino em pares, nos quais os alunos têm a oportunidade de ensinar algo aos colegas. Esse tipo de prática pedagógica favorece a construção de um ambiente mais acolhedor e colaborativo, onde ocorre troca de experiências, conhecimentos e interação.

Essa abordagem se diferencia do modelo tradicional de aula — onde o professor é a única figura ativa no processo — e vai ao encontro de uma experiência mais dinâmica, prática e empoderadora ao aluno.

7. Atividades em grupo

Trabalhar em grupo desenvolve capacidades essenciais para o convívio social, como a empatia e o respeito ao próximo. Além disso, o aluno aprende a escutar e lidar bem com opiniões contrárias as suas e a sair da zona de conforto.

Em um estudo realizado pela Fundação Lemann, com redes públicas de destaque nacional, constatou-se que algo em comum entre as escolas das regiões de Cocal dos Alves (PI), Novo Horizonte (SP), São Caetano do Sul (SP) e Sobral (CE) é o incentivo ao coletivo.

É o caso de práticas pedagógicas que propõem a resolução de situações-problema, em que os professores mediam as discussões e estimulam os estudantes, organizados em grupos, a elaborarem estratégias na busca por soluções. 

8. Integrações culturais

É importante que os alunos e toda a comunidade escolar, conheçam e respeitem as diferenças culturais existentes dentro e fora da escola.

Por isso, promova atividades que tragam esse tipo de reflexão à tona. Podem ser utilizadas alternativas como, pesquisas, entrevistas, apresentações artísticas, dentre outros.

9. Oportunidades aos alunos com dificuldade de aprendizagem

Acompanhe os alunos com maior dificuldade e pense em atividades específicas para facilitar sua aprendizagem. Vale destacar que o acompanhamento precisa ser constante e feito de forma estratégica.

A falta de tempo do professor é, muitas vezes, um empecilho para que isso aconteça. Por isso, a tecnologia deve ser utilizada a seu favor. Um software de gestão escolar e um diário eletrônico são ótimas alternativas para aliviar a carga de trabalho administrativa dos docentes e liberar o tempo para fazerem o que mais importa, que é ensinar.

10. Incentivo à leitura

Uma das práticas comuns entre as redes públicas de destaque nacional é o incentivo à leitura. Torne esse exercício um hábito para os alunos através de diferentes tipos de textos como, histórias em quadrinho, notícias, cartas, dentre outros.

11. Mão na massa

Seja criança, adolescente ou adulto, todos aprendemos muito mais fazendo, do que, apenas, escutando. Proponha experimentos e se houver erros está tudo bem. O importante é que os alunos consigam assimilar o conteúdo da forma mais concreta e palpável possível.

Ao contrário do que parece, esse tipo de aula não é difícil de ser colocada em prática. É só olhar ao redor da sala de aula, existe biologia nas plantas, química no refeitório, história e geografia nas ruas.

Um bom exemplo é na turma do 2º ano da Escola Classe 1 de Paranoá. Segundo a professora Maria Antônia Lopes, só se aprende a escrever, escrevendo. Portanto, ela deixou de lado a lousa, o pincel e as aulas expositivas, e, por meio de personagens de Monteiro Lobato, pediu que os alunos escrevessem seus próprios textos enquanto ela apontava as devidas correções ortográficas. 

Práticas pedagógicas como as que citamos neste post garantem inúmeros benefícios. Elas são capazes de aumentar o interesse dos alunos, melhorar o rendimento da instituição de ensino e, ainda, combater a evasão escolar.

Isso tudo porque são métodos de ensino que fazem o estudante querer participar, interagir, aprender e ensinar também. Porém, toda essa inovação demanda mudanças, iniciativa e adaptação. Afinal, desenvolver novas práticas pedagógicas que atendam aos diferentes perfis, ritmos e particularidades de cada aluno requer tempo, formação e disposição.

A importância da formação para os professores

Além de tempo e criatividade, os professores precisam, também, de formação continuada para ressignificar suas práticas pedagógicas. Porém, sabemos que nem sempre esse tipo de investimento acontece.

Cabe, ao profissional, ficar atento às oportunidades de cursos, workshops e demais conteúdos ricos disponíveis, na maioria das vezes, na internet. Existem muitos materiais on-line de qualidade e o melhor, gratuitos.

Vale lembrar que outras questões como, infraestrutura, espaço e valorização dos profissionais da Educação, também são fundamentais para que novas práticas pedagógicas saiam do papel e, em consequência, contribuam com a melhora no aprendizado dos alunos.

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    Portabilis Tecnologia

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