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O papel do assistente social na saúde pública

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Os trabalhadores do SUAS (Sistema Único de Assistência Social) precisam ter amplo conhecimento sobre diversas áreas. Afinal, é comum sua articulação com outras políticas públicas. Uma das dúvidas mais frequentes sobre esse tema é o papel do assistente social na saúde. Por isso, resolvemos esclarecer essas questões através desse texto.

É comum surgirem demandas da Saúde na Assistência Social. Quando isso ocorre, o assistente social encaminha o usuário, por exemplo, a um ambulatório. Porém, normalmente, existe uma superlotação nesses lugares. Por vezes, o atendimento demora e, quando finalmente ele acontece, o paciente é reencaminhado para outro profissional da Saúde.

Esse fluxo não é eficiente. Em várias etapas, não existe acolhimento. O usuário, fragilizado, acaba desistindo do tratamento. É desgastante para o indivíduo e caro para o poder público.

Como política garantidora do direito à proteção social, a Assistência Social, materializada através do trabalho do assistente social e de outros profissionais, tem papel fundamental no processo descrito acima, bem como na melhoria dele.

Responsabilidades do assistente social na saúde pública

Primeiro, os profissionais da Assistência Social precisam superar o sentimento de subalternidade, ainda comum em muitos municípios brasileiros. É necessário que se posicionem. Já que as leis lhes garantem autonomia e poder de decisão para o exercício de seu trabalho.

O papel do assistente social na saúde é determinante para melhorar o serviço de ambas as políticas públicas. Afinal, o processo saúde-doença é, antes de mais nada, uma definição social. E, apenas o profissional da Assistência Social domina os fenômenos socioculturais e econômicos de seus usuários.

Segundo o Ministério da Saúde, as responsabilidades do assistente social na saúde pública são:

  • Através do atendimento ao usuário, compreender sua situação e realizar o encaminhamento adequado;
  • Informar e mobilizar o usuário acerca de seus direitos e de seu papel como cidadão. O conscientizando de que a Assistência Social não oferece favores, mas garante seu direito à proteção social;
  • Facilitar o acesso aos serviços de saúde, cumprindo com a universalidade e a equidade dos direitos sociais dos usuários;
  • Debater sobre a situação social do usuário/paciente com os profissionais de saúde;
  • Participar, sempre que possível, de encontros interdisciplinares;
  • Acompanhar e estimular o tratamento de saúde do usuário;
  • Envolver os familiares e alertá-los sobre a importância de seu apoio no tratamento.

 

Além das atribuições acima, o assistente social pode, de uma forma mais ampla:

  • Organizar espaços, junto com os profissionais de saúde, com o objetivo de estimular a participação popular nas decisões de ambas as políticas públicas;
  • Da mesma forma, estimular a participação crítica de todos os funcionários (tanto da Assistência Social, quanto da Saúde) nesses espaços;
  • Ter uma postura de curiosidade. Estudar e se atualizar, sempre que possível, sobre temas relacionados à área da Saúde.

Por que a intersetorialidade é importante?

Antes de mais nada, é importante conceitualizar o que é intersetorialidade. Trata-se do trabalho conjunto de diferentes áreas, envolvendo, desde compartilhamento de conhecimento, gestão e, inclusive, ações, com o objetivo de enfrentar, de maneira articulada e eficiente, problemas que possuem em comum.

Imagine cruzar dados da Assistência Social, Saúde e Educação e gerar, de forma automática, informações ricas para embasar o trabalho dos profissionais dessas áreas? 

Seria muito mais fácil encontrar soluções para os inúmeros problemas sociais que temos no País e que, na maioria das vezes, são multifacetados. Por exemplo, o indivíduo pode estar constantemente doente por conta da precariedade onde vive. Essa é uma situação que os profissionais de saúde, sozinhos, não conseguirão resolver. 

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Sem contar que as ações coletivas têm maiores chances de serem efetivas. Ao trabalhar isoladamente, informações importantes se perdem, impedindo um olhar amplo e, em consequência, resultados expressivos.

O papel do assistente social no processo de intersetorialização é fundamental. Ao realizar as ações descritas no tópico anterior, como debater sobre a situação social do usuário com o profissional de saúde, estará contribuindo para a efetivação do trabalho em conjunto com outras áreas. 

A articulação entre as políticas ajuda, inclusive, na construção de novas posturas e ações. Tomando, como base, dificuldades em comum das duas áreas.

Por ser uma política garantidora de direitos, a Assistência Social é atuante na luta pela desfragmentação dos serviços públicos. Mas existem, ainda, muitos desafios para que a intersetorialidade se concretize.

O tema é relativamente novo. Exige muito debate, reestruturação e, é claro, gestores e profissionais abertos a essas mudanças. 

É preciso um olhar amplo e analítico de todos os envolvidos. Pois a estrutura deve ser repensada coletivamente. Principalmente quando falamos de áreas que deveriam ser muito mais próximas, como a Assistência Social e a Saúde.

O trabalho do assistente social na saúde, devido à estrutura atual, é complexo. Ações separadas em “caixinhas” já não resolvem mais. 

A efetividade das ações do governo e seu impacto social estão diretamente relacionados à articulação de todas as políticas públicas.

 

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E então? Conseguiu entender qual o papel do assistente social na saúde pública? Como é, hoje, a articulação dessas políticas no seu município? Funciona como deveria ou ainda existem muitos entraves na comunicação e nas ações dessas duas áreas? Conta para nós, será um prazer ouvi-lo!

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Portabilis Tecnologia

A startup de tecnologia que ajuda os governos municipais a superarem a falta de informação através de soluções inteligentes, para aumentar o impacto das políticas públicas de educação e assistência social, focando em transformações sociais e a garantia do acesso de todos os brasileiros aos seus direitos.